O que Velejar me Ensinou sobre Negócios 

Sempre gostei de novas experiências, portanto quando fui convidado a velejar pela primeira vez​ a resposta positiva foi imediata.

Toda a experiência foi incrível, e se assemelhou demais com o dia-a-dia nas organizações, e foi inevitável pensar sobre quantas analogias existem, e vou citá-las aqui conforme o andamento das ações deste dia especial.

Ao chegarmos a bordo do Catamarã lumina nosso Capitão Pieter (ex-executivo da BATAVO, entre outras multinacionais) já estava no nosso aguardo, após uma recepção calorosa, iniciamos as atividades. Fomos brifados a respeito dos comandos e nomenclaturas básicas para colocarmos nosso barco em movimento. Aqui fica a primeira reflexão: como temos recebido os novos colaboradores na empresa, será que temos os acolhido adequadamente, e em seu processo de onbording, o brifing das suas funções e respectivas responsabilidades está claro. Tal qual no velejar, se essas informações não estiverem alinhadas, nós não saímos do lugar.

No início da experiência pegamos vento a favor, ou seja, estava muito fácil de velejar. Nosso único trabalho era tentar acelerar mais, uma vez que sem fazer força já estávamos com ótima performance. Reflita comigo: quantas vezes deixamos de buscar um melhor resultado porque o que está se apresentando é suficiente, porém esse km extra que deixamos de colocar no caixa da empresa pode fazer uma falta enorme em momentos de incertezas.

Após cerca de 2 horas navegando a toda velocidade eis que uma lancha passa rapidamente por nós, deixando o mar cheio de ondas. Muitas vezes um concorrente passa por nós a toda, mexendo com o mercado, e nos deixando para trás, mas se temos clareza do nosso destino, não corremos o perigo de nos perder ao longo do caminho, e essas turbulências se tornam apenas marolas em nossa jornada.

Quase ao chegar ao nosso destino de Almoço o vento simplesmente parou, após inúmeras tentativas sem sucesso de velejar, tivemos que ligar o motor para concluir este pequeno trecho faltante. Lembram daquele km extra que havíamos falado (motor do barco), se não aproveitarmos os momentos positivos para gerar um bolsão de segurança com certeza ficaremos na mão e com pouca margem de manobra, dificultando a estabilização do nosso negócio, ou empresa em que trabalhamos.

Na hora de retornar, pegamos vento contra, ou seja não conseguimos ir em linha reta, temos que fazer um zigue-zague. No dia-a-dia dos negócios temos inúmeros desafios para transpassar, problemas para resolver e em alguns momentos lideramos, em outros momentos somos liderados, mas o mais importante é sempre sabermos qual o caminho que iremos percorrer para nosso destino alcançar, e neste momento de glória, poderemos comemorar mais uma etapa vencida.

E você, já velejou alguma vez?

Jean Oliskovicz

Founder do UNIVERSO Empreendedor

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